Gestão de patches e a LGPD: o que uma tem a ver com a outra? - Blog - iamit

Patches, atualizações e substituições são lançadas regularmente para uma variedade de softwares e sistemas operacionais. A má gestão de patches não apenas deixa seus sistemas vulneráveis ​​a ataques, mas também pode tornar seus negócios vulneráveis ​​a multas de acordo com os regulamentos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Sancionada em agosto de 2018 pelo então presidente Michel Temer, a Lei 13709/18 é inspirada na versão europeia da mesma lei (GDPR).  Mesmo que a LGPD não entre em vigor em 16 de agosto de 2020, as organizações que não cumprirem as regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais poderão pagar multas que podem variar entre R$ 50 milhões e 2% do faturamento total da empresa. 

Um princípio fundamental da LGPD é que a empresa processe dados pessoais de forma segura por meio de “medidas técnicas e organizacionais apropriadas - esse é o princípio de segurança. E a gestão de patches é uma das camadas mais diretas de segurança cibernética disponíveis para uma empresa. 

Instalar patches e atualizações quando disponíveis é uma das maneiras mais simples de manter a segurança cibernética, mas nem sempre as empresas fazem isso com frequência. 

Continue lendo esse artigo e descubra por que a sua empresa precisa de um bom gerenciamento de patches e evite dores de cabeça com a nova lei de proteção de dados. 

A importância de uma boa gestão de patches 

Existem várias maneiras pelas quais um cibercriminoso pode acessar ilegalmente os dados confidenciais de uma empresa. O mais comum deles é o hackeamento. O Relatório de Investigação de Violação de Dados da Verizon 2019 (DBIR) constatou que 52% das violações ocorreram dessa maneira. 

Ainda de acordo com o relatório, os três principais tipos de hackeamentos são senhas roubadas, ataques de backdoor e exploração de vulnerabilidades. Os patches são responsáveis pelo último e um boa gestão de patches é essencial para a proteção de dados. 

Os ataques de vulnerabilidade são geralmente evitáveis. Quase sempre há um espaço entre o momento em que um patch é criado e o tempo em que é implantado pelo usuário. No relatório de 2015, a Verizon observou que 99,9% das vulnerabilidades exploradas foram identificadas no ano anterior em uma lista de Vulnerabilidades e Exposições Comuns (CVE). 

No Brasil, os cibercriminosos permanecem em média 242 dias sem serem identificados, sendo que são necessários 99 dias, em média, para que o ataque seja contido. Esses números demonstram a importância da gestão de patches.

Assim, é essencial lembrar que quanto mais falhas o sistema apresentar, mais fácil será para a entrada de cibercriminosos e o processo de diminuição de vulnerabilidades, e subsequente aumento na segurança, passa diretamente pela utilização dos patches. 

Gestão de patches e LGPD 

Mais do que entender o que é patch, é preciso compreender a importância de sua gestão e a sua importância no cumprimento das regras da nova lei de proteção de dados, que dentre outras exigências, responsabiliza as empresas pela proteção e utilização dos dados dos clientes. 

Além de garantir que sua empresa não sofra ataques cibernéticos e, consequentemente, viole a lei de proteção, existem diversas vantagens em manter todos os seus sistemas atualizados por meio de um bom gerenciamento:

  • Identificar aplicações e programas com vulnerabilidades e corrigi-las;
  • Gerenciar e controlar as atualizações em massa diariamente;
  • Testes automatizados em ambientes controlados;
  • Reversão da atualização e base de conhecimento de patches que podem apresentar problemas ao ser atualizados e já definidos, controlando a implantação do patch;
  • Diminuição dos riscos de segurança e degradação do desempenho do serviço controlando quando e onde os patches são aplicados;
  • Conformidade e controle de softwares para auditoria com relatórios prontos e exibições de inventário x atualização;
  • Concentrador de site para atualizações. 

Mas para obter todos esses benefícios, é necessário ter em mente que um processo de gestão de patches requer uma série de decisões urgentes e necessárias. 

Uma boa gestão de patches não realiza somente as últimas atualizações para cada software, mas também é importante para avaliar qual software e qual versão dele é melhor para exercer determinada função. 

Em outras palavras, gerenciar os patches requer um trabalho de análise minucioso e complexo, que deve ser realizado por uma equipe especializada. 

Ao mesmo tempo, nós sabemos que não apenas os sistemas operacionais necessitam ser atualizados, mas sim toda uma série de softwares que incluem a área de TI da organização. 

Evitar a gestão de patches não é uma opção se você deseja obter a proteção de dados correta. Vale ressaltar que mais do que cumprir o que determina a lei, uma empresa que oferece segurança aos clientes tem mais credibilidade no mercado e consequentemente os lucros aumentam. 

Por isso, uma boa opção é o outsourcing de TI que ofereça o serviço de gestão de patches e seja justamente responsável por gerir, buscar, baixar e instalar todo e qualquer patch presente na sua rede. 

A iamit conta com serviços de gestão de patches para a sua empresa. Podemos automatizar o monitoramento, os testes, a implementação e o controle de todos os patches de suas aplicações, garantindo mais proteção contra as vulnerabilidades que possam aparecer e garantindo que a sua empresa esteja dentro das regras da LGPD. Entre em contato conosco e agende um horário com um de nossos especialistas.

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